| Suas
Origens Históricas
O nome de família Ferrari
se
constitui num sobrenome designado como pan-italiano, ou seja, que ocorre
em todo o território da península itálica. Talvez
seja o sobrenome mais frequente em toda a Itália. De fato, seus
índices numéricos são elevadíssimos e, segundo
alguns estudiosos, trata-se realmente do sobrenome mais difundido em toda
a Itália. Este nome de família, portanto, pode ser tanto
característico da Lombardia ou do Vêneto, Regiões do
extremo norte, quanto da Calábria e da Sicília, do extremo
sul.
Sob o ponto de vista linguístico,
o nome de família Ferrari é composto por dois elementos
latinos distintos: o vocábulo ferrum, ferro, mais o sufixo
-arius, formando o derivado ferrarius indicativo da profissão
de ferreiro. Deste vocábulo latino que designava a atividade exercida
por aquele que malhava e maleava o ferro, derivam os designativos italianos
de profissão e sobrenomes correspondentes Ferraro e Ferrari.
O nome de família Ferrari é, portanto, um apelativo
que distingue e ressalta a profissão de seu portador. Este sobrenome
possui uma longa e rica história. A bem da verdade, o ferrarius
dos latinos já era conhecido como notável profissional do
ferro forjado e batido em várias civilizações anteriores
à dos romanos, mormente na dos egípcios e dos gregos.
O vocábulo latino que
dá origem a este sobrenome é o que determina a profissão
de ferrarius e o sobrenome dele formado. Convém, pois, ater-se
ao latim e maximamente à civilização deste povo. Entre
os romanos, ferrarius era o artesão que trabalhava especificamente
com o ferro, profissão citada desde o IV século antes de
Cristo. O nome latino da profissão traduz bem o que era um ferreiro:
faber
ferrarius, em que faber significa artífice, artesão
que opera e trabalha com o ferro. Para os romanos, o faber ferrarius
era o ferreiro ou artesão que, com a forja trabalhava o ferro para
a produção de utensílios agrícolas, utensílios
domésticos, armas (espadas, lanças, dardos), objetos de todo
tipo para uso no transporte, na construção, na decoração.
O faber ferrarius é continuamente citado por autores como
Caius Plinius Secundus ou Plínio,
o Velho (23-79
d.C.) na obra Naturalis Historia [35,35];
Tarquinius Maccius
Plautus (254-184 a.C.) no livro Rudens [531]; Lucius Annaeus
Seneca (1-65 d.C.) em Epistulae ad Lucilium [56,4]. O faber
ferrarius representava uma das profissões mais requisitadas
em função da grande demanda de produtos derivados do ferro
na sociedade romana.
No ano 476 d.C., Odoacro, rei
dos Hérulos, conquista Roma e decreta a queda do Império
Romano. Com as sucessivas invasões de outros povos bárbaros,
o Império se desagrega e se recompõe em sua maior parte sob
a égide da religião cristã e mantém uma certa
unidade através de um sistema linguístico de comunicação
único, o latim. Muito embora se passe a denominar este idioma de
latim cristão, latim vulgar ou baixo latim, não deixou de
ser um elo de união entre os povos que habitavam o território
do antigo Império Romano. Na verdade, o idioma sofreu inúmeras
transformações e evoluiu regionalmente de acordo com o idioma
materno usado pelos invasores. A latinidade clássica se esvaiu e
prevaleceu o linguajar dos povos que mesclavam o quanto aprendiam de latim
com sua própria língua materna. A queda do Império
Romano repropôs para a Europa uma nova situação política
e social. As estruturas foram modificadas e redimensionadas à luz
das novas culturas integradas à antiga cultura latina. As conseqüências
foram inúmeras. O que importa, porém, neste caso, é
o comportamento da terminologia referente às profissões e
artes na nova realidade sócio-político-cultural decorrente
das invasões dos bárbaros.
Com efeito, abandona-se o
latim clássico e, convém ressaltar, toda a terminologia referente
ao sintagma ou expressão faber ferrarius passa por modificações
fundamentais:
1.- na denominação
das profissões e das artes, abandona-se a forma composta, eliminando
o termo faber; passa-se a indicar os artistas ou profissionais como
ferrarius, carrarius, argentarius;
2.- elimina-se a especificidade
das artes e profissões nos setores citados e aglutinam-se profissões
sob terminologia mais genérica e abrangente; os que trabalham a
madeira passam a chamar-se lignarius; os que trabalham metais nobres,
aurifices; os que lidam com ferro, faber ferrarius ou simplesmente
ferrarius;
3.- na România ibérica,
o termo faber cai em desuso; na Gália, subsiste nos nomes
próprios; na Itália, permanece e se torna sinônimo
de ferrarius (tanto faz denominar um ferreiro como faber
ou como ferrarius). Os termos ferrarius e faber passam
a assimilar toda a terminologia latina relacionada a ferrum, como
ferreus, ferramentum, ferraria, ferramentarius,
ferratus.
No século IX, na Itália,
não há diferença alguma entre faber e ferrarius;
ambos significam ferreiro. No mesmo século e mais ainda no século
seguinte se fixam as formas populares, não mais latinas, como ferraro
e fabro (em toda a Itália), e fabbro (vogal tônica
alongada que provoca a duplicação da consoante) na Toscana.
Ferraro, ferreiro,
entre as civilizações antigas, era o profissional que trabalhava
com o ferro para produzir armas, como espada, lança, dardos, flechas,
escudos; instrumentos agrícolas, tais como arados, foices, machados,
enxadas, pás, picaretas; utensílios domésticos como
facas, tesouras, navalhas, panelas; arreios para animais como ferraduras,
freios, estribos; objetos de uso múltiplo como algemas, grilhões,
correntes; ferramentas e objetos diversos, enfim, o que a necessidade e
a inventividade do homem foram criando.
A figura do ferreiro é
de suma importância em toda a Idade Média, quando passa a
produzir armaduras, couraças, elmos, grades, barras de todo tipo,
chaves, aros e rodas, objetos de adorno pessoal, ferramentas variadas e
objetos de decoração de interiores. A figura do ferreiro
artesão e fabricante sempre requisitado conhece seu declínio
somente com o advento da industrialização, no final do século
XIX. E' natural, pois, que, na Idade Média, época em que
surgem os sobrenomes, o nome de família Ferraro, Ferrari
seja tão difundido.
A profissão de ferreiro
era uma das mais exercidas e das mais rendosas, em função
da grande demanda de ferramentas e utensílios requeridos e necessários
para os usos mais variados. O ferreiro era chamado para fornecer seus inventos,
criações, objetos, utensílios e ferramentas em todas
as áreas. Requisitadíssimo em tempos de guerra, não
menos em tempos de paz, era uma das figuras centrais da sociedade pré-industrial
em que a produção dependia dos artesãos. Fazia-se
necessário e presente na cidade e no campo, na agricultura e na
pecuária, na caça e na pesca, no trabalho e no esporte, nas
igrejas, na cozinha, na medicina, na alquimia, nas prisões, no transporte,
na construção, enfim, em todo local em que alguma atividade
humana era exercida.
A figura do ferreiro sempre
foi respeitada e admirada. Ele é o artista que transforma a matéria,
o ferro, extraído das entranhas da terra; é o que transforma
matéria bruta em utensílios que multiplicam as habilidades
do homem em atuar no meio em que vive; é um criador que elabora
suas obras a partir do fogo e com o fogo. Trabalha com forças, energias
quase indômitas da natureza. A forja é um lugar que pode significar
a ligação com os segredos do Criador Supremo, como a com
os poderes do demônio.
O ferreiro fabrica utensílios
para o bem e armas para matar. É uma figura ambivalente de domínio
e de poder, direcionados para o bem ou para o mal. Possui a arte de manipular
um metal com o fogo, ambos saídos das entranhas da terra. É
símbolo do poder benéfico e maléfico; era considerado
um bruxo por saber manobrar o produto das entranhas da terra por meio do
fogo e dar-lhe uma forma estética a seu bel-prazer.
A Bíblia cita a profissão
de ferreiro no início de seu primeiro livro, o das origens da humanidade
(Gênesis, cap. IV, versículos 22-24). Fala de Tubalcaim
que teria sido o ancestral de todos os artesãos que trabalham com
o ferro e o bronze. É interessante notar que o nome bíblico
Tubalcaim se compõe de Tubal (região do Oriente,
rica em depósitos de metal) e Caim que, em várias
línguas semíticas, significa ferreiro. Tubalcaim seria
simplesmente o apelido de um ferreiro da região de Tubal,
a quem a tradição bíblica confere o título
de pai de todos os ferreiros de todos os tempos e transforma seu cognome
em nome próprio.
Enfim, ferrarius, ferreiro,
o artesão do Império Romano e da Idade Média mais
requisitado, representa a profissão mais exercida, e por isso mesmo,
o sobrenome derivado de profissão mais difundido na Itália.
Como apelido ou referência à profissão, na forma lingüística
Ferrarius, existe desde o começo do Império Romano.
De cognome a sobrenome é uma passagem gradativa que se fixa entre
os séculos VI e VIII. A passagem da forma latina Ferrarius
para a italiana Ferraro e Ferrari se verifica nos séculos
IX e X, como se verá nos itens a seguir.
Para citar um só entre
os milhares de documentos medievais que citam este nome de família,
recorre-se a um ato de divisão de propriedades ocorrida no ano 1213.
Os sobrenomes já aparecem com forma gráfica definida: "In
Ecclesia S. Teclae de Este, in praesentia Joannis Gravatadi, Parolfini,
Ferrari, Lamberti, Dominici de Guallabello, et aliorum, ibique Dominus
Manfredus Estensis Archipresbiter, consensu, et voluntate suorum Fratrum,
videlicet Presbiteri Enrici Piagni, Presbiteri Martini, Nascinguerrae Diaconi,
Sanguini, et Jordani Clericorum; laudavit, et confirmavit &c. Ego Albertinus
Imperialis Aulae Notarius interfui, et hanc cartam jussu partium scripsi
&c."
Este documento foi lavrado
na cidade de Ferrara, sul da Região do Vêneto.
Esta cidade foi sede do Ducado de Este que teve amplos domínios
e grande prestígio durante a Idade Média, especialmente entre
os séculos XI e XIV. Este Ducado era formado pela junção
das cidades de Este, Rovigo e Ferrara. Esta última
situava-se ao sul do Rio Pó e deve seu nome precisamente à
grande quantidade de ferrarias e à concentração de
artesãos-ferreiros em sua área. Ainda hoje, a cidade de Ferrara
guarda os vestígios das muitas forjas existentes que trabalhavam
o ferro, seja para a fabricação de expressivas quantidades
de armas necessárias para a defesa dos territórios do Ducado
e também para venda para outros Feudos, seja para a produção
de utensílios agrícolas e adornos para os palácios
e residências. Não procede, contudo, a afirmação
de que o sobrenome Ferrari derivaria da denominação
desta cidade. O sobrenome se reporta diretamente à profissão
e à arte e oficio de ferreiro.
Surgimento do Sobrenome
Na época do Império
Romano, distinguiam-se e individuavam-se as pessoas através do praenomen,
nomen e cognomen. O primeiro representava o nome próprio
de cada indivíduo; o segundo repetia a designação
do clã ou da gens a que pertencia este indivíduo;
o último se referia à família ou grupo familiar inserido
na gens. Assim, no nome completo Marcus Tullius Cicero, o
praenomen Marcus designa o orador e escritor; Tullius é
o nomen derivado da gens Tullia; Cicero, o cognomen
da família em âmbito menor, inserida no grande clã,
na gens Tullia.
Com a queda do Império
Romano, no ano 476 depois de Cristo, esta sistemática de individuação
dos cidadãos, das famílias e dos clãs ou tribos, caiu
em total desuso. Na Idade Média passou, pois, a vigorar tão
somente o nome de batismo para designar, distinguir e caracterizar as pessoas.
Torna-se fácil imaginar a confusão gerada por essa nova sistemática
simplificada ao extremo. Com a larga influência do cristianismo que
difundia os nomes de seus santos, os antropônimos se tornaram de
tal forma repetitivos que, a partir do século VIII, surgiu a primeira
fórmula moderna para distinguir um indivíduo de outro, ou
seja, citando o nome do pai, como aposto expresso ao do filho, como se
pode verificar neste exemplo: Paulus filius quondam Philippi = Paulo
filho do senhor Filipe. Esta fórmula deu origem a muitos sobrenomes
derivados de nomes próprios que se definem como antroponímicos
e patronímicos.
A segunda fórmula criada
nesse período acrescentava ao nome próprio da pessoa um cognome
representativo da profissão, do local de origem ou da cidade de
proveniência, de qualificação moral, de aparência
física, de ato de bravura ou de aventura perpetrado, de título
nobiliárquico, de posição ou extração
social, etc.
Esta segunda fórmula
está, com toda a certeza, na base da origem, formação
e fixação do nome de família Ferrari. Existiu,
nesse período medieval, um patriarca ou paterfamílias,
cognominado Ferrarius por exercer a profissão de ferreiro.
Este patriarca tornou-se o capostípite (fundador, iniciador)
de novo tronco familiar, ao repassar seu próprio cognome aos filhos
e demais descendentes. O sobrenome surgiu diretamente da forma italiana
Ferraro. Pelo fato do cognome Ferraro ser usado como distintivo
dos descendentes do patriarca fundador, formou-se a Casata del Ferraro.
O termo Casata ou Casato designava de início o casarão
ou casario em que habitava a geralmente numerosa descendência do
capostípite, a cuja autoridade e tutela todos se submetiam.
O termo passou depois a indicar a própria família, a estirpe,
o núcleo familiar que gravitava em torno do paterfamílias
Ferraro. A expressão Casata del Ferraro assumiu a forma
plural ao referir-se a todos os componentes do núcleo familiar,
resultando em Casata dei Ferrari. Note-se, portanto, que o sobrenome
representa uma forma plural. Na fala popular, a expressão se simplificou
e se reduziu a Casata Ferrari; subsiste, por fim, só o designativo
de todos os seus componentes, Ferrari. Esta resultante se fixa como
sobrenome específico e definitivo de toda a posteridade do capostípite
medieval, Ferrarius, Ferrario, Ferraro.
Resumindo, o sobrenome surgiu
da atividade exercida pelo capostípite e, portanto,
se caracteriza como sobrenome derivado de profissão, atividade exercida
pelo ancestral iniciador deste núcleo familiar. Surge, pois, de
um epíteto atribuído ao patriarca medieval que trabalhava
numa forja ou ferraria, moldando o ferro para a fabricação
de objetos para os mais variados usos. Seus descendentes passaram a usar
o apelativo desse antepassado como distintivo da Casata ou como
nome de família que se perpetua até hoje. Ferrari
se constitui num dos cognomes modernos mais antigos e deve ter surgido
em torno dos séculos IX-X, talvez até antes, muito embora
não haja documentação histórica comprobatória
precisa, com relação à data. De qualquer modo, trata-se
de sobrenome plurissecular e, quase certamente, mais que milenar.
Transformações
Fonéticas
Quase todos os vocábulos
em todos os idiomas passam, através dos séculos, por uma
série de alterações na pronúncia e na grafia.
Estas modificações são chamadas, em lingüística
histórica, de transformações fonéticas. Elas
são mais profundas e marcantes quando se trata da passagem de uma
língua para outra. Usa-se o signo linguístico ">"
que significa "deu origem a" ou "evoluiu para", a fim de indicar as passagens
de uma forma fonética anterior para outra imediatamente posterior.
As alterações
sofridas pelo vocábulo latino Ferrarius, na sua passagem
para o italiano, durante o período medieval, foram estas:
- apócope ou queda
da sibilante surda final: Ferrarius > Ferrariu;
- abertura ou abrandamento
da vogal átona final: Ferrariu > Ferrario;
- supressão da semi
vogal do ditongo: Ferrario > Ferraro.
Com o uso popular e coloquial
da expressão Casata del Ferraro e sua posterior pluralização,
mediante a substituição do morfema de número singular
pelo correspondente de número plural, obtém se a forma final
do sobrenome, a qual se perpetua através dos séculos e perdura
até hoje: Casata del Ferraro > Casata dei Ferrari > Ferrari.
Um quadro esquemático
das origens e das transformações fonéticas que afetaram
este sobrenome poderia ser assim apresentado:
FERRUM + -ARIUS > FABER FERRARIUS (latim clássico)
> FERRARIUS (latim medieval) > FERRARIU > FERRARIO > FERRARO. CASATA DEL
FERRARO > CASATA DEI FERRARI > CASATA FERRARI > FERRARI.
Seu Significado
O nome da família Ferrari
se origina do latim faber ferrarius, o artesão que trabalhava
o ferro, ferreiro. Trata-se, portanto, de sobrenome derivado de uma profissão.
O exercício de uma atividade por parte de um patriarca no final
do Império Romano ou no início da Idade Média, em
algum ponto da península itálica, deu origem a este sobrenome.
Deveria tratar-se
de um patriarca ou paterfamílias hábil no exercício
de sua atividade artesanal e, portanto, muito requisitado. Ficou sendo
conhecido, como de resto o comprovam documentos medievais, pela sua arte
em trabalhar o ferro: Ferrarius. Obviamente, além de ser
profissional na arte de tratar o ferro, deveria ter seu estabelecimento
onde exercia sua profissão e comercializava seus produtos. Seus
filhos e descendentes também ficaram conhecidos pelo cognome do
patriarca ferreiro e a eles se aludia como componentes da grande família,
do clã ou tronco familiar dos Ferraro ou dos Ferrari.
Todos eles compunham a Casata Ferraro ou, mais popularmente, a Casata
dei Ferrari, em que casata significa casario, clã, grupo
familiar.
Fique claro que, não
necessariamente, os filhos e descendentes desse patriarca medieval exerciam
a profissão de ferreiro. Pode até ser que alguns deles o
fossem, pois a profissão era muitas vezes passada de pai para filho.
Pelo fato, porém, de nem todos exercerem essa atividade, transparece
o valor simbólico e de ligação com o ancestral ferreiro
o uso deste nome de família. Em outras palavras, Ferrari
significa descendente de um paterfamílias medieval assim
cognominado por exercer a profissão de ferreiro.
Concluindo, sabe-se que houve um paterfamílias
que viveu nos séculos IX-X e que deu início a esse
tronco familiar por ser cognominado de Ferrarius. A partir desse
momento histórico, o nome do patriarca passa a agregar-se ao nome
de batismo de seus descendentes como segundo nome, como distintivo de família,
exercessem esses últimos ou não a profissão de ferraro,
ferreiro. Eles formavam a descendência do capostípite Ferraro,
a Casata dei Ferrari. O sobrenome recorda, portanto, a figura e
a profissão do fundador desta Casata, o capostípite Faber
Ferrarius, Ferrarius, Ferrario, Ferraro.
In: 'Dicionário
dos Sobrenomes Italianos', volume I, de Ciro Mioranza, Editora Escala,
1997. (pg. 334 a 336). |