| A demografia
histórica brasileira revela coisas interessantes. A título
de comparação com o mais populoso país americano.
Brasil
Começou a ser colonizado a parti de 1500-1532
efetivamente.
População total. Números
em milhares (000) :
1550 - 15
1600 - 100
1660 - 184
1700 - 300
1750 - 1.500
1808 - 4.000
1819 - 4.396
1850 - 7.100
1872 - 10.112 com cerca de 1.500 escravos.
1890 - 14.333
1900 - 18.134
Estados Unidos
Começou a ser colonizado a partir de 1607-1620
efetivamente.
População total. Números
em milhares (000) :
1750 - 1.500
1790 - 3.921
1800 - 5.238
1810 - 7.100
1820 - 9.500
1830 - 12.800
1840 - 16.900
1860 - 31.443.O Norte com cerca de 22.000 hab.
O Sul tinha cerca de 9.000 habitantes dos quais derca de 3.500 escravos.
1870 - 38.558
1880 - 50.155
1890 - 62.947
1900 - 75.994
1) Em 1750 as populações seriam
relativamente as mesmas em termos de estimativa. O Brasil já incluía
quase as fronteiras atuais pelo
Tratado de Madri. Do Rio Grande do Sul até
o norte da foz Amazonas. No interior se destacava Curitiba, as vilas do
planalto paulista, as
vilas de Minas Gerais. Goiás, Mato Grosso
e outros pontos urbanos muito rarefeitos no sertão nordestino e
no vale do Amazonas. As
colônias britânicas estavam ao leste
dos Apalaches em uma grande concentração em poucas dezenas
de quilômetros do Atlântico.
Bandeirantes e Pioneiros. A classe dominante
colonial brasileira foi mais ativa em vários aspectos.
2) O Brasil seria um pouco menor em número
de habitantes que a Confederação pré Guerra Civil
na década de 1860. Havia o Norte Ianque
com cerca de 22 milhôes de hab. e toda
a sua carga de progresso.
3) A diferença :
O Brasil recebeu uns 50 mil portugueses no século
XVI e XVII e uns 200 mil na primeira metade do sec XVIII (principalmente
em função
das Minas Gerais e mais uns 200 mil de 1760-
1822. O total de portugueses (incluindo ibéricos em geral ) em todo
o período colonial não
ultrapassa os 500 mil. De 1820 até o fim
do Império em 1889 mais uns 500 mil imigrantes, dos quais apenas
a metade foram portugueses. De
1890 até 1970 foram 5 milhões concentrados
principalmente no período até 1930. Resultado, o Brasil recebeu
cerca de 6 milhões de
emigrantes europeus e algumas dezenas de milhares
de sírios-libaneses e japoneses. Mais os cerca de 4 milhões
de africanos que vieram
escravizados para o Brasil (a maior proporção
das Américas) e cujas condições de vida deterioradas
limitaram o seu crescimento vegetativo
no período escravista e do tráfico
que durou até 1850. A incorporação de indígenas
também foi acentuada e de diversas formas e maneiras
ao longo desse período.
Os Estados Unidos receberam mais de 50 milhões
de imigrantes no período que vai do início do século
XVII até o mesmo período acima
analisado em 1970. Uma emigração
quantitativamente maior (cerca de dez vezes maior que a brasileira) e que
foi inicialmente mais
concentrada o que foi uma grande vantagem econômica.
Mesmo países como a Argentina receberam no século XIX e XX
um contingente
europeu que deve se aproximar do brasileiro em
torno de uns 5 milhões de indivíduos.
4) A consequência genealógica é
visível. Uma vez que a população brasileira apresentou
um crescimento interno muito maior existe a
concentração genealógica
em índices muito homogêneos a partir de determinados grupos
sociais que compartilham um número muito grande
de antepassados em comum em função
da história demográfica brasileira. Por isso é que
as genealogias clássicas brasileiras (PE, BA e SP)
têm um sentido singular nas Américas
em termos de sua importância e abrangência, ainda mais reforçada
quando se analisa a concentração de
renda e de poder político em taxas substantivas
no Brasil.
5) O período mais problemático foi
aquele de 1800 até 1850. O mundo moderno começou a sua arrancada
e o Brasil continuou no velho
regime e manteve o tráfico africano e
a escravidão. De 1850 até 2000 o Brasil cresceu tanto como
qualquer outra economia mas saímos de
uma base muito arcaica em 1850. A imigração
européia e as modernas forças produtivas já estavam
disponíveis há décadas e o velho se
encasquetou.
6) Século XXI. Chegaremos lá de
novo !
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