Caramuru

Paulo Jaurés Pedroso Xavier


       O primeiro português radicado em Salvador-BA chamava-se Diogo Álvares Correa e era natural de Viana. Chegou às costas do Brasil em 1509 (ou 1510). Salvando-se de naufrágio, alcançou a praia de Maragojipe, na baía de Todos os Santos. Segundo a tradição, surpreendeu os índios antropófagos alí moradores, ao disparar sua arma de fogo para abater uma ave. O estrondo produzido provocou admiração nos nativos que se expressaram exclamando: “Caramuru”. Segundo pesquisadores modernos (como Beaurepaire Rohan, Rafael Gakati ou Luiz da Câmara Cascudo) não significa “homem do fogo” ou “filho do trovão” 
       Aquela antiga versão não explica como o náufrago Diogo Álvares salvou a pólvora para sua espingarda. A hipótese, hoje dominante, identifica “Caramuru” com o nome dado pelos índios tupis à “moréia”, peixe clasificado por Cuvier (1769-1832) como 'Lycodontis moringua'. Entretanto, perpetuou-se, desde então, aquela invocação, até hoje, para identificar o português recém-chegado. 
       De acordo com os hábitos dos nativos, o lider Taparica, maioral da tribo radicada na região do Recôncavo, ofereceu-lhe uma de suas filhas para ser sua companheira. Chamava-se, esta, Paraguaçú. 
      Passado algum tempo chegaram ao mesmo sítio navegadores franceses, interessados em estabelecer boas relações comerciais com os nativos. Resolveram depois, de comum acordo, levarem à França, o casal Diogo-Paraguaçú. Lá fizeram sucesso com a presença do exemplar humano da terra americana, recém-descoberta. Para cumprir obrigação religiosa trataram de promover o batismo da índia na religião católica. Nessa ocasião, impuseram-lhe o nome de CATARINA DO BRASIL por ser uma das madrinhas Catarine des Granges... O registro deste acontecimento está preservado e, recentemente, foi oferecido uma reprodução de seu texto original ao Instituto Genealógico do Rio Grande do Sul (INGERS) por especial gentileza de nosso confrade, o genealogista Francisco Antonio Doria. 

       Eis o texto do termo de batismo realizado em Saint Malo, França: 
 

“Le pénultime jour du moys surdit fut baptizée la Katherine du Brézil, et fut compère ... premier noble homme Guyon Jamyn, sieur de Saint Jagu, et commères Katherine des Granges et Françoise Le Gonien, fille de l’aloué de Saint Malo et fut baptizée para maitre Lancelot Ruffier, vicaire du dit lieu, le dit jour que dessus. (a) P, Trublet.”  
(veja aqui a reprodução do original, em nova janela
que deverá ser fechada para retornar a este texto)

       O trabalho intitulado “OS HERDEIROS DO PODER”, edição de 1998, coordenado pelo referido genealogista (também co-autor), foi recebido com grande aceitação, pelo público. Nele, encontra-se (entre outros) um heredograma dos descendentes do casal de Diogo Álvares Correia-Catarina. 
       Frei Antonio de S. Maria Jaboatão, o grande genealogista bahiano que publicou seu monumental “CATÁLOGO GENEALÓGICO das principais famílias ...”, em 1768, nos informa que “Diogo Álvares Correa era da “principal nobreza de Viana, vindo ter à Bahia por acaso da fortuna, sendo o primeiro português que nela aportou e pisou as suas praias e pelo sucesso de seu naufrágio, e modo com que escapando dele com vida a conservou entre o gentio, que lhe acrescentou o cognome de “Caramuru”  tão celebrado na tradição e história.” 
       Diogo Álvares teria falecido em 1557 e Catarina em 1589. Este casal, segundo os estudiosos,  constituíu-se no primeiro núcleo familiar do estilo europeu. Seus descendentes não foram absorvidos pela comunidade indígena. 

       De volta ao Brasil Catarina promoveu a construção da ermida de N. S. das Graças, hoje a mais antiga das igrejas baianas. 
       Frei Jaboatão enumera que as quatro filhas ”legítimas” (como registra, por serem havidas de sua companheira Catarina Paraguaçú) casaram com homens brancos, como seguem: 
         1- Ana Alvares, casada com Custódio Rodrigues Correia, pessoa nobre e das principais famílias de Santarém, de onde era natural. Com geração 
         2-GENEBRA ÁLVARES (que segue em I-1 adeante) 
         3-Apolônia Álvares casada com João de  Figueiredo Mascarenhas, fidalgo da Casa Real, * na cidade do Faro, Algarve. F.º de Lourenço de Figueiredo que passou ao Brasil no princípio em que se fundava a Bahia, por haver morto um cônego seu parente, e trouxe consigo este seu filho de idade de 12 anos. Aqui fizeram grandes serviços a Deus e a el-rei d. João III na conquista desta Capitania”. Com geração 
         4- Gracia Álvares casou com Antão Gil, * Évora † Salvador, 31-X-1603. Com geração 

    I-2- GENEBRA ALVARES c.c. Vicente Dias, * Beja, província de Alentejo, moço fidalgo da Casa Real 
          Pais de: 
         2-1 Diogo Dias * Salvador BA onde † 10-XI-1597 Casou com Isabel de Ávila, viúva, * Salvador-BA onde † 18-X-1593 filha  natural de Garcia de Ávila, potentado senhor do Castelo da Casa da Torre. Com geração 
         2-2 Maria Dias c.c. Francisco de Araujo, filho  natural de Gaspar Barbosa de Araujo. n. de Ponte de Lima, da nobilíssima família dos Araujo da Província de Entre Douro e Minho. Faleceu em Salvador, BA, em 27-VIII-1602. Foi sesmeiro em Sergipe.
         Com geração 
         2-3 Lourenço Dias, sem geração 
         2-4 Melchior Dias, sem geração 
         2-5 Vicente Dias, sem geraçao 
         2-6 CATARINA ÁLVARES 

    II-6 CATARINA ÁLVARES, * Salvador-BA (b.18-VII-1559) c.c. Baltazar Barbosa de Araujo, * Ponte de Lima f.º de Gaspar Barbosa de Araujo e de Maria de Araujo 
         Pais de:
         3-l  Francisca de Araujo, * Salvador-BA (b.12-II-1579) onde † 27 I-1621 Casou l.° com Cristóvão de Sá Bitencourt e 2.ªs núpcias com Felipe de Lemos 
         3-2 JOANA BARBOSA (que segue em III-2) 

    III-2 JOANA BARBOSA * † 27-I-1621 em Salvador BA Casou com o Cap. Antonio de Souza Drumond, * Ilhéus-BA, f.º de João Gonçalves Drumond, * Ilha da Madeira, fidalgo e de Maria de Souza (6-VIII-1602); neto pat de  Sir João Escócio (Drumond), * Escócia, cerca de 1390; † na Ilha da Madeira, entre 1460-1470 e de Branca Afonso da Cunha, * Covilã (irmã de Frei Dom  Hércules da Cunha  vigário da Vila de Santa Cruz,  Ilha da Madeira, * Covilã). 
         O avô  Sir João Escócio Drumond, em 1418, passou à Europa, onde lutou ao lado do Delfin de França e de Joana D’Arc e depois de militar no reino de Espanha, fixou-se na ilha da Madeira, anonimamente, sem referir sua nobre ascendência, até revelá-la em seu testamento. Hoje é bem conhecida pelos genealogistas. 
         Segundo Antonio Augusto de Menezes Drumond (“Apontamentos Heráldicos e Genealógicos sobre a Casa de Drumond” in Revista do Instituto de Estudos Genealógicos, de São Paulo, Ano 1938 n.° 3 e 4, p. 21- 39) a história dos Drumond origina-se em ALMOS, falecido em 887. Foi um chefe guerreiro das hordas de Átila, que desceu do Cáucaso à testa de 700.000 combatentes e se assenhorou da Morávia. 
         Pai de: 

         ARPADIUS (ou Harpad ou Arpad), * 850 e † em 907. Foi Duque da Hungria, sucedendo seu pai. Terminou a conquista de territórios iniciada por seu pai e, após longo reinado foi consagrado como o fundador do reino da Hungria e da dinastia dos APADES. 
         Pai de: 

         ZOLTAN * 894; † 958 duque da Hungria, sucedeu a seu pai, em  907. Derrotou o duque Leopoldo da Baviera e sucessivamente; devassou a Saxônia, a Turíngia e a Francônia; obrigou o rei Luiz a pagar-lhe tributo, saqueou os arredores de Bremen, de Hamburgo, de Alsácia, a Lacônia e a Caríntia, tendo ajustado uma trégua de nove anos com o imperador Henrique. Queimou Paris, entrou na Provença e chegou até Nimes. Em 932 foi derrotado na Saxônia mas, logo em seguida, marchou contra Constatinopla, onde os gregos compraram a paz a peso de ouro. Casou com uma filha de duque de Béhar.
         Pais de: 

         TOXUS (ou Taksony), * 931 † 971 Duque da Hungria, foi reconhecido como soberano da nação húngara, subiu ao trono como rei da Hungria em 957. Fundou a cidade de Perth. Foi um  príncipe legislador e sábio. 
         Pai de: 

         l- Geysa, casou com Bial Kingina (a Rainha Branca). 
         Pais de: 
            1-1 Estevão, * 969 † 1038. Primeiro rei católico da Hungria. Foi comemorado em 1938 o IX° Centenário de seu falecimento, com emissão de moedas de prata, reproduzindo sua efígie e o brasão de armas da Hungria. 
         2- MICHAEL, principe da Hungria. 
         Pai de: 

         LADISLAU, o calvo, príncipe da Hungria. Casou com Premislawa, f.ª de Wladimir, o Grande, grã-duque da Rússia. 
         Pais de: 

         ANDRÉ I, rei da Hungria; * 1047 † assassinado em 1061. Casou com Anastácia f.ª de Iawoslaw I, Grão Duque da Rússia. Uma irmã de Anastácia, Agnez c.c Henrique I, rei de França (1008-1060) e outra c.c. Haroldo, rei da Noruega. 
         Pais de: 

         GEORGE, príncipe da Hungria. Casou com Ágatha, princesa da Boêmia e Bavária f.ª de Gandolph Podietradus, grã-duque da Boêmia e Bavária. 
         Pais de: 

         MAURITZ, príncipe da Hungria; morto na batalha de Alnwich, em 1092. Comandante da nau que conduzia o principe Edgar Atheling e sua família, no ano de 1066, da Inglaterra para Hungria, sofreu sinistro marítimo, sendo a embarcação arrojada na costa de Fife, na Escócia. Foram os náufragos recebidos pelo rei daquele país, Malcolm III. Mauritz casou depois com a princesa Margarida, sobrinha do rei escocês e foi distinguido com sua nomeação para l.° Senescal de Lennox, na Escócia com
grande extensão de terras pelos condados de Argyl, Dunbarton, Stirling e Perth. Foi-lhe concedido brasão de armas do apelido DRUMOND assim descritas: 

         “Em campo de ouro três faixas, de vermelho, ondeadas” Timbre: meio selvagem vestido de peles, os cabelos compridos, os braços nus, mostrando, com a mão direita, adiante (Atualmente seu timbre é um lebreu de vermelho, nascente).” 

          Casou com uma dama de honra da rainha da Escócia. 
          Pais de: 

          MALCOLM DRUMOND, †1131 2° Senescal de Lennox 
          Pai de: 

          MAURICIO DRUMOND, †1155 3° Senescak de Lenox 
          Pai de: 

          JOHN DRUMOND, †1180 4° Senescal de Lennox 
          Pai de: 

          MALCOLM DRUMOND, †1200 5° Senescal de Lennox 
          Pai de: 

          MALCOLM, o ”Beg” †1270 6° Senescal de Lennox. Casou com sua sobrinha Ana de Lennox, f.ª de Maldwino, conde de Lennox, o Stewar da Escócia. 
          Pai de: 

          Sir MALCOLM DRUMOND, *1239 †1329 com 90 anos de idade; 7° Senescal de Lennox 
          Pai de: 

          Sir JOHN DRUMOND, *1265 †1301 8° Senescal de Lennox. Casou com uma filha de Sir Walter Stewar, conde de Monteith.
          Pai de: 

          Sir MALCOLM DRUMOND, 9° Senescal de Lennox. Militar, participou com destaque na batalha de Bannochburn; membro do Parlamento. Casou com uma filha de Sir Patric Granhan, of Kincardine. 
          Pai de: 

          Sir MALCOLM DRUMOND, *1315 † na batalha de Durhan (1346) 10° Senescal de Lennox. 
          Pai de: 

          Sir JOHN DRUMOND, *1240 †1373 11° Senescal de Lennox. Envolveu-se em longa disputa jurídica seguida de conflitos por trinta anos até final da contenda em l° de maio de 1360. Perdeu também o privilégio de Senescal de Lennox, título hereditário da família por trezentos anos (desde 1073). Continuou como senhor de castelo de Stoball, no condado de Perth e a baronia de Cargill. Casou com Mary, filha de Sir Willian de Montefex. 
          Pai de: 

          Sir JOHN DRUMOND (Sir John Drumond of Stoball) * 1365 † 1428. Foi Bailio de Abthaine of Dull. Sua irmã Anabela foi casada com o rei da Escócia. Casou com Elizabeth Sinclair, f.ª de Sir Henry, lord Sinclair, conde de de Caithnes, barão de Roselin e Pichthland, duque de Oldeburg, rei da Dinamarca e conde  de Orkney; e de Egydia Douglas; neto pat. de William Sinclair de Roslin e de Florentina (f.º de Cristiano I rei da Dinamarca (1426-1481) neta mat. de William Black Douglas e de Egydia Stuart (f.º de Roberto II, rei da Escócia. e de Elizabeth Mure). 
          Pais de: 

          D. JOHN ESCÓCIO DE DRUMOND * cerca de 1390, na Escócia e † na Ilha da Madeira, entre 1460-1470, como um de seus primeiros povoadores. Em 1418 passou para França com grande número de fidalgos escoceses em auxílio do Delfin, na campanha contra seu pai Carlos VI. Vitoriosos, o Delfim foi proclamado rei, em Paris. John Drumond passou depois para Espanha a serviço do rei D. João, de Castela, na guerra contra os mouros até 1427. 
         Seguiu depois para Portugal, radicando-se na ilha da Madeira,em 1430. 
         Obteve vasta sesmaria na Lombada de S. Pedro na vila de Santa Cruz. 
         Ali viveu o resto de sua vida, omitindo  sua origem fidalga, apenas revelada em seu testamento. Seus descendentes estabeleceram contatos com a família escocesa, sendo então reconhecido o parentesco. Casou com Branca Afonso da Cunha, * Covilã, (irmã do Frei dom. Frei d. Hércules da Cunha, vigário da vila de Santa Cruz) 
         Pais de: 

         l. João Gonçalves Drumond que segue 
         2- Diogo , clérico 
         3- Catarina (ou Clara Escócio) 
         4- Guiomar 
         5- Beatriz Escócio, * por volta de 1445, cas. com Antão Alves de Carvalho de quem descende o ramo dos Drumond de Minas Gerais 
         6- Izabel 
         7- Joana 
         8- Catarina 
         9- Branca Afonso 

         JOHN GONÇALVES (ESCOCIO) DRUMOND, o moço, * Ilha da Madeira, Passou para o Brasil radicando-se na Bahia. Casou com Maria de Souza, * † Salvador, 6-VIII-1602. 
         Pais de : 

         Cap. ANTONIO DE SOUZA DRUMOND, * Ilhéus-BA. Casou em Salvador-BA com Joana Barbosa, * Salvador-BA onde † 27-I-1621, f.º de Baltazar Barbosa de Araujo, * Ponte de Lima e de Catarina Alvares; neta pat. de Vicente Dias, * de Beja e de Genebra Álvares (Já referidos. Ver II-2 ) 
         Pais de: 
         1- pe. Francisco de Souza Drumond, clérico secular 
         2- Maria de Souza Drumond cc Duarte Lopes Soeiro † 1651; cavaleiro fidalgo da Casa Real. Com geração 
         3- Margarida de Souza 
         4- Maria de Souza cc Domingos Álvares Serpa. Com geração 
         5- Ângela de Souza  cc Francisco de Paiva.  Com geração 
         6- Manoel de Souza Drumond cc Maria Correa.  Com geração 
         7- BELCHIOR DE SOUZA DRUMOND 
         8- Ana de Souza cc Cap. Francisco de Barros Soeiro 

     IV-7- BELCHIOR DE SOUZA DRUMOND, * Bahia. Casou em Salvador-BA 18-VIII-1581 com Mícia d’Armas, f.ª de Luiz de Armas e de Catarina Jacques (senhores do engenho de Cotegipe). 
         Pais de: 

         l- Luiz b. na Sé de Salvador-BA 10-VIII-1582 
         2- CATARINA DE SOUZA 
         3- Ana de Souza c.c. Cap.Agostinho de Paredes 
         4- Maria de Souza 
         5- frei Inácio, religioso do Carmo 

     V-2- CATARINA DE SOUZA n. Bahia onde † 31-VIII-1603. Casou 13-V-1603 com Eusébio Ferreira, * Porto Santo (arquipélago da Madeira). Passou à Bahia, onde  † 1-VI-1636; f.º de Leão Ferreira e de Maria de Souza. 
         Pais de: 

         1- Francisca de Souza cc Cap. Cristovão da Cunha e Sá, condecorado Cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz 
         2- frei Jerônimo, carmelita 
         3- MARIA DE SOUZA casou com Rui Carvalho Pinheiro, o velho que segue em VI-3 
         4- Clara de Souza c c Cap. Melchior Barreto de Teles 
         5- Antonio Ferreira de Souza 
         6- frei Francisco, carmelita 
         7- Inácio Ferreira de Souza 
         8- Inêz de Castro c.c Cap. Damião de Lençóis de Andrade. Sem desc. 
 

     VI-3- MARIA DE SOUZA casou com o Satg-Mor Rui Carvalho Pinheiro, o velho * Portugal. Passou para a Bahia na companhia de seus irmãos Manoel Carvalho Pinheiro e Nicolau Carvalho Pinheiro. Rui Carvalho Pinheiro foi moço de Câmara, escudeiro e cavaleiro fidalgo (obteve o foro em 1577). 
         Pais de: 

         l- Catarina de Souza c.c. desembargador João de Gois de Araujo Com descendência 
         2- VIOLANTE DE CARVALHO PINHEIRO 

     VII-2- VIOLANTE DE CARVALHO PINHEIRO casou em Salvador Bahia 11-IX-1662 com Cap. João da Silva Vieira, b. freguesia da Sé da Ilha da Madeira f.º de Jerônimo Vieira Tavares e de Catarina Machado 
         Pais de: 

     VIII- ANTONIO CARVALHO TAVARES, * Bahia, fidalgo de linhagem Casou com Margarida de Negreiros, * na freguesia de Santo Antonio além do Carmo, Bahia; f.º de Lourenço Lobo de Barros, * Bahia, e de sua prima Maria de Negreiros Barros; neto pat de Antonio Muniz * Lisboa, de Inês de Barros Lobo; cap.Manoel Cardoso de Negreiros, * Lisboa e de Margarida de Barros Lobo. 
         Pais de: 

         1- JOANA BATISTA DE NEGREIROS 
         2- Lourenço de Barros Lobo cc sua prima Leonor Teles Pinheiro 
         3- Antonia de Negreiros cc Guarda-Mor da Vila Rica Alexandre da Cunha Matos Com geração 

     IX-1- JOANA BATISTA DE NEGREIROS, b. na freg. de N.S. do Desterro de Salvador-BA 19-VI-1709; Casou em agosto de 1728 na capela de Santa Quitéria, filial da freg. N.S. do Ribeirão do Carmo (depois Sé de Mariana) com Antonio Alvares de Castro b. na freg. de S. Paulo, cidade de Lisboa em 1692; f.ª de Miguel Alvares de Castro, b. 4-VI-1851 na freg. de S. Tomé da Parada do Outeiro, termo de Monte Alegre, com. de Bragança e de Antonia Lobo, b. na freg. de S. Vicente do Cercal, termo de Óbidos; neto pat. de Tomé Álvares de Castro * freg. S. Tomé da Parada do Outeiro e de Ana Gonçalves, * Vilaça; neta mat. de Domingos Lobo n. Galiza  e de Domingas João. 
         Pais de: 

         l- Antonio José de Castro, * Mariana MG cc Maria do Espírito Santo e Cunha, Com geração. 
         2- HELENA MARIA NEGREIROS DE CASTRO 
         3- Clara Maria de Negreiros Castro cc dr. Manoel Manso da Costa Reis e Cunha Com geração. 
         4- Joana Perpétua Felícia de Castro cc com dr. Manoel de Souza Oliveira. Com geração. 
         5- dr. José Inácio de Castro * Mariana cc s/prima Ana Petrolina Joaquina Negreiros da Cunha Matos. Com geração. 

     X-2 HELENA MARIA NEGREIROS DE CASTRO, * Mariana-MG. Casou 1755 Mariana-MG com dr. Francisco
Ferreira dos Santos, n. e b. 12-XII-1717, na cidade de S. Paulo;  graduado em Cânones em Coimbra; advogado no foro eclesiástico de Mariana-MG f.º de Agostinho Dias dos Santos, militar; Mestre de Campo, n.Porto e de Maria Ferreira de Sá; neto Mat. de Francisco Ferreira de Sá, n. Porto, Mestre de Campo e de Páscoa Barbosa Rebelo, n. Cotia-SP. 
         Pais de 
         1- pe. Antonio Ferreira de Sá e Castro, n. Sumidouro. Habilitado de gênere, em 1778. 
         2- DOMICIANO FERREIRA DE SÁ E CASTRO 
         3- Serafim Ferreira de Jesus e Castro c.c. sua prima Maria Barbara de Souza e Oliveira. Com geração 
         4- Vicente Ferreira de Sá e Castro c.c. Generosa.  Com geração 
         5- João Nepomuceno 
         6-Joana Helena de Sá e Castro c.c. Sargento-mór Felipe José da Cunha. Com geração. 

     XI-2- DOMICIANO FERREIRA DE SÁ E CASTRO, n. 22-II-1762, em Sumidouro, b. na capela de S. Jorge de
Maynard; comendador. Casou 1799 com Maria do Carmo Monteiro de Barros, f.º do Guarda-mór Manoel José Monteiro de Barros e de Margarida Eufrasia Negreiros da Cunha Matos; neto pat. de João Vieira Repincho e de Mariana Monteiro de Barros; neto mat do Guarda-mór Alexandre da Cunha Matos e de Antonia de Negreiros. 
         Pais de: 

         1- Cel. José Joaquim Monteiro de Barros c.c. sua sobrinha Maria da Conceição Monteiro de Barros Com geração 
         2- Maria da Conceição Monteiro de Barros c.c; s/tio cel. José Joaquim Monteiro de Barros. Com geração. 
         3- Margarida Eufrásia Monteiro de Barros c.c. Cap Gervásio Antonio da Silva Pinto.  Com geração. 
         4- Ana Helena Monteiro de Barros c.c. Protásio Antonio da Silva Pinto. Com geração. 
         5- FRANCISCO FERREIRA DOS SANTOS 
         6- Manoel José Monteiro de Castro, l.° barão de Leopoldina 
         7- Mateus Herculano Monteiro de Castro c.c. Rosa Ferreira de Azevedo
         8- Jacinto Manoel Monteiro de Castro 
         9- Lucas Antonio Monteiro de Castro, barão de Congonhas de Campo
         10- Joana Monteiro de Castro c.c. Francisco de Paula Ribeiro de Rezende. Com descendência 
         11- Antonio Monteiro de Castro c.c. Maria Leite Ribeiro 

     XII-5- FRANCISCO FERREIRA DOS SANTOS Neto (Chico Mineiro), n. cerca de 1800 em Congonhas do Campo MG f. Rio Pardo-RS 18-VII-1855. Veio para o sul na companhia de seu tio o cel. José Joaquim Monteiro de Barros, que fora nomeado (dec. de 3-XI-1809) l.° diretor mineiro e encarregado pelo Governo Real para examinar os veios auríficos descobertos no RS, inaugurando, oficialmente, a exploração de ouro no Estado. Em sociedade com seu tio José Joaquim, adquiriram (8-V-1839) a fazenda de São Sepé (com 2,5 léguas de campo), hoje conhecida como Estância Velha, e possuída em parte por seus herdeiros. Em 1824 Chico Mineiro servia como Ajudante de Administrador da Fazenda Real, em Santana do Livramento-RS.
Neste mesmo ano adquiriu de Joaquim Antonio de Alencastro, sobras de campo na sesmaria “Santo Antonio” na costa do rio Uruguai, município de Uruguaiana-RS. Na estância que aí estabeleceu, denominada  “Guarapuitã” se perpetua a memória de Francisco Ferreira do Santos na denominação do Arroio do Mineiro. Seus herdeiros venderam-na em 24-VII-1860. Condecorado cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro (12-I-1823 ) Casou em Rio Pardo-RS, 23-XI-26, com Maria Fracisca Ferreira Neves (Chiquinha), n. Rio Pardo, 15-VIII-1804 (b. 26-VIII-1804) † 1-IX-1874, f.º do Sargento-mór José Joaquim de Figueiredo Neves, n. arraial de  Santo Antonio da Casa Branca, com. de Vila Rica, bisp. Mariana-MG 1763, † Porto Alegre-RS, 1-VIII-1843. Veio para o RS como tropeiro de mulas. Radicou-se em Rio Pardo-RS onde prestou serviços públicos, atendendo às necessidades das tropas militares. Reformou-se em 1809. Foi juiz Almotacé e Juiz Ordinário (1812-1813); Vereador (1828)  f.º do cap. Antonio Ferreira Neves, n. freg. de S. Eulália de Fomentões com. de Guimarães e de Maria Josefa de Jesus, n. e b. na freg. de Santo Antonio da Casa Branca com. de Vila Rica, Mariana-MG neto pat. de Francisco das Neves, n. Santa Eulália de Formentões, Guimarães e de Maria Ferreira, freg. de S João da Ponte, Portugal neta mat. do cap. Luiz de Figueiredo Leitão, n. freg. De S. Tiago do Lanhoso, distrito de Faro, Algarve e de Antonia Maria Caetana, n. freg. de S. Julião de Serafão, lugar de Simões, cons. e com. de Fafe, Portugal 
         Pais de:

         l- Maria do Carmo Neves Ferreira † menor 
         2- Francisca Ferreira de Castro, c.c. cel.  João Luiz Gomes da Silva. Com geração 
         3- MARIA DO CARMO FERREIRA DE CASTRO
         4- Ana Carolina Ferreira de Castro c.c. s/primo José Rodrigues Ferreira. Com geração 
         5- Domiciana Ferreira de Castro c.c. cel. José Joaquim de Brito 

     XIII-3- MARIA DO CARMO FERREIRA DE CASTRO, n.Rio Pardo RS 20-VIII-1939 † São Sepé, 70-III-1882. Casou em São Sepé-RS 23-VI-1858 com Cel. Manoel Verissimo Simões Pires, n. São Sepé-RS, 1-X-1834 (b. Caçapava-RS, 7-XII-1834); † São Sepé-RS 4-VII-1907. Grande proprietário de terras em seu município natal (fazendas do Boqueirão; do Tupancí; do Verde; do Marco); oficial da Guarda Nacional (capitão nomeado por Carta Patente de 4-II-1859; ten-cel. nomeado por Carta Patente de 4-I-1881); esteve no cerco de Uruguaiana (Guerra do Paraguai); participou da Revolução Federalista (1893-95) incorporado às forças de cel. Marcelino Pina de Albuquerque, participou do combate do “Serro do Ouro” (São Gabriel) e do combate do Rio Negro (Bagé); militou no Partido Liberal. Vereador na Câmara de São Sepé (1881-83); presidente da Câmara (20-IV-1881) f.º do Cap. Joaquim Simões Pires, n. Rio Pardo-RS e de Zeferina Maria do Carmo n. Encruzilhada-RS, neto pat do Sargento-mór Antonio Simões Pires e de Maria do Carmo Violante de Queiroz e Vasconcelos, neta mat. de José Gonçalves de Freitas e de Maria do Carmo, n. Rio Pardo-RS. 
         Pais de: 

         1-Francisco † menor 
         2- Maria Júlia (Gia) c.c. Catão Vicente Coelho. Com geração. 
         3- José Verissimo Simões Pires c.c. Ana Bárbara Pires Borges. Com geração. 
         4-  Manoel † menor 
         5- Mercedes Ubaldina c.c. Valentim Pereira de Macedo. Com geração. 
         6- Antonio Agusto Simões Pires, bacharel por S.Paulo c.c Águeda Francelina Borges. Com geração. 
         7- Rita (Ritoca) solt. 
         8- Afonso Simões Pires c.c. s/prima Virgilina Simões Pires Com geração. Casou 2.ªs; núpcias com Celia Galvão da Costa. Com geração. 
         9- Corina  c.c. s/primo. Edmundo Pires da Mota 
         10- João Simões Pire c.c. MercedesValença Appel. Com geração. 
         11- ANA SIMÕES PIRES 
         12- Manoel gêmeo † menor 
         13- Maria gemea † menor 
         14- Josefina (Finoca) c.c. Percival Brenner. Com geração. 
         15- Adelaide † menor 
         16- Francisco Simões Pires c.c. Aurélia Viana Taborda (Mimosa). Com geração. 

     XIV-11- ANA SIMÕES PIRES (Sinhá Aninha), n. São Sepé-RS, 18-I-1875 (b. 14-V-1875) † Porto Alegre-RS, 2-III-1953. Casou São Sepé-RS, 2-VI-1895 com João Crisóstomo Pedroso, n. Canguçú-RS, 27-I-1873 † Porto Alegre-RS, comerciante; fazendeiro em “Santa Ana”, no Rincão do Inferninho, f.º de Antonio José Pedroso, n. Paranaguá-PR e de Maria Cantídia Rodriges de Carvalho (Cota), n. Canguçú-RS; neto pat. de Antonio José Pedroso, n. Portugal e de Francisca Maria da Conceição, Paranaguá-PR, neto mat. de Firmino Rodrigues de Carvalho Bueno, n. Piratiní-RS e de Camila Luiza Braga, n. Canguçu-RS (Ver ascendência in “A Posteridade de Carlos Rodrigues de Carvalho” de Paulo Xavier (inédito). 
         Pais de 

         l- Maria † menor 
         2- Francisca de Paula (Chiquinha)  Casou com Bento Vilanova de Azambuja. Com geração. 
         3- MARIA DO CARMO PIRES PEDROSO
         4- Emery casou com Adão Gastão Duarte. Com geração. 

     XV-3- MARIA DO CARMO PIRES PEDROSO, n. em São Sepé, 19V-1899 † Rio de Janeiro-RJ 27-VII-1984. Estudou em Rio Pardo-RS no “Colégio Amaral Lisboa” (de Ana Aurora do Amaral Lisboa e de sua irmã Zamira Amaral Lisboa) e no Colégio Santa Catarina” de Novo Hamburgo-RS. Professora de Artes, contratada (1932) para o G.E. “Chácara das Pedras”, em Porto Alegre-RS; serviu depois no G.E.“Rio Branco”; na “Escola Experimental Evarista Flores da Cunha” e no “Ernesto Dorneles” onde se aposentou. Casou em São Sepé-RS, 23-VI-1916 com Armando Pereira Xavier, n. Cachoeira-RS 19-IV-1888 † Porto Alegre-RS, 21-XII-1930. Doutor pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro-RJ (1912) com tese “Reflexões sobre o uso do forceps”, (Tipografia do JORNAL DO COMERCIO,Rio, 1913); ex-interno da Clínica Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre; ex-assistente das clínicas de Obstetrícia e de Ginecologia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, (Curso do Prof. Fernando de Magalhães). Exerceu a profissão em São Sepé-RS e em Soledade-RS. Radicou-se definitivamente em São Sepé-RS, conquistando justo renome como obstetra e clínico. Participou do IX Congresso Médico Brasileiro, ralizado em Porto Alegre-RS (1926), no qual foi aprovada a moção (com grande repercussão política) pedindo reforma na Constituição do Estado para garantir o exercício profissional somente àqueles, devidamente, habilitados em cursos superiores reconhecidos. Foi co-fundador do Clube Libertador, em São Sepé-RS. Incentivador do ensino particular, propugnou pela instalação de colégio dirigido por religiosas (1921) com a colaboração do vigário local, pe. Mario Deluy e do Intendente dr. José Luiz Ferreira. Em 1929, dentro de seu projeto educacional, fundou o “Colégio Rio Grandense” sob a orientação pedagógica do prof. João Carlos Figueiredo, filho de Angélico da Fontoura Xavier, n. Cachoeira-RS, 9-III-1862 (b. 24-VII-1865) † Cachoeira-RS, sepultado em 15-V-1908, e de Maria Emília Pereira (Miloca), n. Cachoeira-RS, 12-XI-1867, onde † 15-X-1951; neto pat. de Gaspar Xavier da Silva e de Clarinda Amália da Fontoura; neto mat. Manoel da Silva Pereira Fortes e de Jana Pereira de Magalhães. 
         Pais de: 

         1- PAULO JAURÉS PEDROSO XAVIER 
         2- Edith c.c dr. João da Silva Silveira Neto com geração 
         3- Glêde c.c. Cel.-Av. Daniel Teixeira Abrantes 

     XVI-1- PAULO JAURÉS PEDROSO XAVIER, n. 22-VIII-1917 (b. 22-IX-1917) em São Sepé-RS. Diplomado pela Faculdade de Medicina (UFRGS), especialização em Obstetrícia na mesma Faculdade; Professor Assistente da mesma Universidade (Jubilado); Professor convidado da UFSM, onde foi co-fundador do Curso de Arquivologia (o primeiro instalado no Brasil (1977); membro do Conselho de Coordenação do Ensino e da Pesquisa (COCEP) e do Conselho Universitário (CONSUN) da UFRGS; Curso de especialização em História do Rio Grande do Sul (UFRGS); Curso de pós-graduação em Economia y Filosofia, pela Escuela Superior de Economia y Administrcion de Empreza (Buenos Aires, Argentina). Lecionou Paleografia em curso de extensão para professores e alunos da UFRGS; lecionou em curso na PUCRS; fundador da disciplina de História do RS no Curso de Folclore do Instituto Gaúcho de Tradições e Folclore; curso de Formação Histórica do RS para professores e alunos na Fudação Alto Taquarí de Ensino Superior (FATES) em Lajeado-RS; Diretor do Arquivo Histórico do Estado (1953-65); Diretor do Departamento de Cultura da SEC (1965-71); membro fundador do Conselho Estadual de Cultura (1968-71); membro do Conselho Consultivo do IGTF (1976-79); presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (1979-82) e reconduzido (1983-86) ; Jornalista, manteve coluna semanal no CORREIO DO POVO (1972-82) sobre História Econômica e Sociologia Rural. Autor de: 
         1- “Descendência Açoriana” - tese ao I Congresso de História Catarinense 1948 
         2- “Francisco Ferreira dos Santos e sua descendência” in A Familia Monteiro de Barros de Frederico de Barros Brotero 1951 
         3- “Luiz de Figueiredo Leitão e sua descedência” em co-autoria com Jorge G. Felizardo, 1953 
         4- “Habilitações em Ordens Militares" 1955 
         5- “Carlos Rodrigues de Carvalho e sua descendência” 1956 
         6- “Dom Diogo de Souza - genealogia e heráldica” 1963 
         7- “A Estância no  Rio Grande do Sul” 1964 l.ª ed.  1965 2.ª ed 
         8- “Descendente de um dos “Doze da Inglaterra”  no Rio Grande do Sul 1974 
         9- Apresentação de RIO PARDO - A ARQUITETURA FALADA HISTÓRIA, de F. Riopardense de Macedo 1972
         10- Apreentação de “OS PRIMEIROS GAÚCHOS” de  João Machado Ferraz  1980 
         11- “Família de um Povoador” 1980 
         12- “Amigos de Saint Hilaire” 1982 
         13- “Identificação genealógica de Pedro Canga” 1982 
         14- “Pelas Águas do Rio Grande ” 1993 (em co-autoria com Raphael Copstein)
         15- “Hipólito José da Costa - um observador econômico na América” 1997 
         16- Apresentação de “COMBATE DO PASSOS DA JULIANA", de Cezar Pires Machado 1999 

    Casou em Porto Alegre, 24-IV-1952 com Leonora Dal Pozzolo, n. Porto Alegre, 01-I-1923, Funcionária Pública da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (aposentada). Serviu na Discoteca Pública “Natho Henn”; fez curso de História da Música (1974); curso de Escuta Musical, ministrado por Flávio de Oliveira (1977); curso de Percepção e Análise Musical, ministrado por Hubertus Hofmann (1980); curso de História da Música, ministrado po Luiz Lopes (1984) f.ª. de Lucindo (Pietro) Dal Pozzolo, n. 23-V-1897 (b. 18-VII-1897) em S. Pietro Apostolo, Schio, Vicenza, Itália, † Porto Alegre-RS 08-V-1986, Químico, técnico em anilinas. Foi “tintoreto” em fábricas de tecidos em São Paulo-SP e Porto Alegre-RS (1921) na Cia. Fiação e Tecelagem Porto-Alegrense (FIATECI). Conservou sua nacionalidade italiana (Carteira n° 73.833 RS 93102 Delegacia de Extrangeiros, em Porto Alegre, 06-IV-1970); Distinguido pelo governo italiano com o título de “Mestre del Lavoro” condecorado com “Stella al Mérito del Lavoro” outorgada pelo Presidente da República Italiana, em Roma, 01-V-1962. Casou em São Paulo-SP, 23-IX-1920 com Elena Dinelli, n. São Paulo-SP, 09-XI-1896 † Porto Alegre, 08-V-1979; neta pat. de Ampelio, n. Schio, Vicenza, Itália  e de Giusepina Bravo, n. vila San Tirso, Schio † São Paulo-SP, 16-VI-1955; neto mat. de Damerino Dinelli e de Adele Buonucelli, naturais de Viareggio, Lucca, Toscana, Itália. 
         Pais de: 

         1- Maria Helena, n. 20-VI-1953 em Porto Alegre-RS, † no mesmo dia 
         2- Paulo Armando Dal Pozzolo Xavier, n. Porto Alegre, 04-IV-1955. Estudo primário no G.E. ”Paula Soares”; Ginásio e Científico no “Colégio Anchieta”. Interrompeu o curso de Comunicação Social na FAMECOS (PUC-RS). Foi representante exclusivo (para o RS) de “Yatch Designer”, do RJ, no comércio de projetos de barcos esportivos. Empresário, inscrito na Junta Comercial do Rio Grande do Sul (1986), Titular da firma ADHARA CONFECÇÕES LTDA. Registrado na Ordem dos Músicos do Brasil (1978). Professor de música (Flauta). Estudou no curso da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), no Clube dos Flautistas de Porto Alegre e no Conservatório Nacional de Música do Rio de Janeiro. Participou de vários grupos, eruditos e populares em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador. Professor de música (flauta); integra a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA). Casou com Rosane Libório dos Santos, n. Rio de Janeiro-RJ, f.ª de Edmilson dos Santos e de Claudete Libório; neta pat. de Antonio Pedro Santos e de Rosa Silva Santos; neta mat. de Abílio Augusto Libório e de Amélia Castro. 
         Pais de: Bernardo Santos Xavier, n. Porto Alegre, 03-IX-1989, b. 11-II-1999 na freg. S. Antonio de Lisboa, Sambaqui, Florianópolis-SC. 

         3-Leonora Maria Dal Pozzolo Xavier, n. Porto Alegre, 12-VII-1956. Curso primário no G.E. “Paula Soares”; curso de Admissão no Instituto de Educação “Gen. Flores da Cunha “; curso ginasial Colégio “Santa Inêz”; curso científico Colégio Farroupilha”. Diplomada pela Faculdade de Farmácia da UFRGS (1980); especialização em Bioquímica-Laboratório Clínico (1981); especialização em Farmácia Homeopática, pela Associação Médica Homeopática do Paraná (1987). Fundadora e farmacêutica responsável pela VITHALIS Farmácia de Manipulaçao Medicamentos e Cosméticos Ltda. 
 

         DOCUMENTAÇÃO 

         l- Arquivo Genealógico do Autor 
         2- Arquivo Eclesiástico de Santa Maria 
         3- Arquivo Eclesiático de Porto Alegre 
         4- Arquivo Histórico do Estado do RS 
         5- Arquivo Nacional (Rio de Janeiro) 
         6- Arquivo Público do Estado RS 

         BIBLIOGRAFIA 

         1- Jaboatão, Frei Antonio de S. Maria - “Catálogo Genealógico” 1768 (Revista do IHGB) 
         2- Noronha, Henrique Henriques de - “Nobiliario Genealógico “ 1700 (ed. pelo IGB de São Paulo 1947) 
         3- “Les Reines de France” 
         4- Drumond, Antonio Augusto de Menezes - ”Apontamentos Heráldicos e Genealógicos sobre a casa de Drumond” in Revista do Instituto de Estudos Genealógicos” Ano II 1938 n° 3-4 São Paulo 
         5- Anuário Genealógico Brasileiro vol. IV 1942 Verbete DRUMOND (de Minas Gerais) 
         6-  Magalhães Pinto, dr. Waldo Leite de; Famílias Álvares de Castro; Ferreira de Sá; Gonçalves Drumond; Lobo de Souza ; Monteiro de Barros  e Negreiros  in Anuário Genealógico Brasileiro vol VIII 1946 
         7-  Barros Brotero, Frederico de; “A Família MONTEIRO DE BARROS” S. Paulo 1951 
         8- Felizardo, Jorge G. e Paulo Xavier; “LUIZ DE FIGUEIREDO LEITÃO e sua descendência in Revista do Museu Julio de Castilhos e Arquivo Histórico do RS 1953 
         9- Clode, eng° Luiz Peter; ‘REGISTO GENEALÓGICO DE FAMÍLIAS QUE PASSARAM À MADEIRA” ed.
Funchal 1952 
        10- Drumond, José Tavares - “A família Drumond no Brasil” ed. do Colégio Brasileiro de Genealogia 1969 
        11- Doria, Francisco Antonio - “OS HERDEIROS DO PODER” 1995 
        12- Câmara Cascudo, Luiz da - “NOMES DA TERRA” ed. da Fundação José Augusto 1968
 
 
 

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