Caramuru
Paulo Jaurés Pedroso Xavier
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O primeiro português radicado em Salvador-BA chamava-se Diogo Álvares
Correa e era natural de Viana. Chegou às costas do Brasil em 1509
(ou 1510). Salvando-se de naufrágio, alcançou a praia de
Maragojipe, na baía de Todos os Santos. Segundo a tradição,
surpreendeu os índios antropófagos alí moradores,
ao disparar sua arma de fogo para abater uma ave. O estrondo produzido
provocou admiração nos nativos que se expressaram exclamando:
“Caramuru”. Segundo pesquisadores modernos (como Beaurepaire Rohan, Rafael
Gakati ou Luiz da Câmara Cascudo) não significa “homem do
fogo” ou “filho do trovão”
Aquela antiga versão não explica como o náufrago Diogo Álvares salvou a pólvora para sua espingarda. A hipótese, hoje dominante, identifica “Caramuru” com o nome dado pelos índios tupis à “moréia”, peixe clasificado por Cuvier (1769-1832) como 'Lycodontis moringua'. Entretanto, perpetuou-se, desde então, aquela invocação, até hoje, para identificar o português recém-chegado. De acordo com os hábitos dos nativos, o lider Taparica, maioral da tribo radicada na região do Recôncavo, ofereceu-lhe uma de suas filhas para ser sua companheira. Chamava-se, esta, Paraguaçú. Passado algum tempo chegaram ao mesmo sítio navegadores franceses, interessados em estabelecer boas relações comerciais com os nativos. Resolveram depois, de comum acordo, levarem à França, o casal Diogo-Paraguaçú. Lá fizeram sucesso com a presença do exemplar humano da terra americana, recém-descoberta. Para cumprir obrigação religiosa trataram de promover o batismo da índia na religião católica. Nessa ocasião, impuseram-lhe o nome de CATARINA DO BRASIL por ser uma das madrinhas Catarine des Granges... O registro deste acontecimento está preservado e, recentemente, foi oferecido uma reprodução de seu texto original ao Instituto Genealógico do Rio Grande do Sul (INGERS) por especial gentileza de nosso confrade, o genealogista Francisco Antonio Doria.
Eis o texto do termo de batismo realizado em Saint Malo, França:
O trabalho intitulado “OS HERDEIROS DO PODER”, edição de
1998, coordenado pelo referido genealogista (também co-autor), foi
recebido com grande aceitação, pelo público. Nele,
encontra-se (entre outros) um heredograma dos descendentes do casal de
Diogo Álvares Correia-Catarina.
De volta ao Brasil Catarina promoveu a construção da ermida
de N. S. das Graças, hoje a mais antiga das igrejas baianas.
I-2- GENEBRA ALVARES c.c. Vicente Dias, * Beja, província de Alentejo,
moço fidalgo da Casa Real
II-6 CATARINA ÁLVARES, * Salvador-BA (b.18-VII-1559) c.c. Baltazar
Barbosa de Araujo, * Ponte de Lima f.º de Gaspar Barbosa de Araujo
e de Maria de Araujo
III-2 JOANA BARBOSA * † 27-I-1621 em Salvador BA Casou com o Cap. Antonio
de Souza Drumond, * Ilhéus-BA, f.º de João Gonçalves
Drumond, * Ilha da Madeira, fidalgo e de Maria de Souza (6-VIII-1602);
neto pat de Sir João Escócio (Drumond), * Escócia,
cerca de 1390; † na Ilha da Madeira, entre 1460-1470 e de Branca Afonso
da Cunha, * Covilã (irmã de Frei Dom Hércules
da Cunha vigário da Vila de Santa Cruz, Ilha da Madeira,
* Covilã).
ARPADIUS (ou Harpad ou Arpad), * 850 e † em 907. Foi Duque da Hungria,
sucedendo seu pai. Terminou a conquista de territórios iniciada
por seu pai e, após longo reinado foi consagrado como o fundador
do reino da Hungria e da dinastia dos APADES.
ZOLTAN * 894; † 958 duque da Hungria, sucedeu a seu pai, em 907.
Derrotou o duque Leopoldo da Baviera e sucessivamente; devassou a Saxônia,
a Turíngia e a Francônia; obrigou o rei Luiz a pagar-lhe tributo,
saqueou os arredores de Bremen, de Hamburgo, de Alsácia, a Lacônia
e a Caríntia, tendo ajustado uma trégua de nove anos com
o imperador Henrique. Queimou Paris, entrou na Provença e chegou
até Nimes. Em 932 foi derrotado na Saxônia mas, logo em seguida,
marchou contra Constatinopla, onde os gregos compraram a paz a peso de
ouro. Casou com uma filha de duque de Béhar.
TOXUS (ou Taksony), * 931 † 971 Duque da Hungria, foi reconhecido como
soberano da nação húngara, subiu ao trono como rei
da Hungria em 957. Fundou a cidade de Perth. Foi um príncipe
legislador e sábio.
l- Geysa, casou com Bial Kingina (a Rainha Branca).
LADISLAU, o calvo, príncipe da Hungria. Casou com Premislawa, f.ª
de Wladimir, o Grande, grã-duque da Rússia.
ANDRÉ I, rei da Hungria; * 1047 † assassinado em 1061. Casou com
Anastácia f.ª de Iawoslaw I, Grão Duque da Rússia.
Uma irmã de Anastácia, Agnez c.c Henrique I, rei de França
(1008-1060) e outra c.c. Haroldo, rei da Noruega.
GEORGE, príncipe da Hungria. Casou com Ágatha, princesa da
Boêmia e Bavária f.ª de Gandolph Podietradus, grã-duque
da Boêmia e Bavária.
MAURITZ, príncipe da Hungria; morto na batalha de Alnwich, em 1092.
Comandante da nau que conduzia o principe Edgar Atheling e sua família,
no ano de 1066, da Inglaterra para Hungria, sofreu sinistro marítimo,
sendo a embarcação arrojada na costa de Fife, na Escócia.
Foram os náufragos recebidos pelo rei daquele país, Malcolm
III. Mauritz casou depois com a princesa Margarida, sobrinha do rei escocês
e foi distinguido com sua nomeação para l.° Senescal
de Lennox, na Escócia com
“Em campo de ouro três faixas, de vermelho, ondeadas” Timbre: meio selvagem vestido de peles, os cabelos compridos, os braços nus, mostrando, com a mão direita, adiante (Atualmente seu timbre é um lebreu de vermelho, nascente).”
Casou com uma dama de honra da rainha da Escócia.
MALCOLM DRUMOND, †1131 2° Senescal de Lennox
MAURICIO DRUMOND, †1155 3° Senescak de Lenox
JOHN DRUMOND, †1180 4° Senescal de Lennox
MALCOLM DRUMOND, †1200 5° Senescal de Lennox
MALCOLM, o ”Beg” †1270 6° Senescal de Lennox. Casou com sua sobrinha
Ana de Lennox, f.ª de Maldwino, conde de Lennox, o Stewar da Escócia.
Sir MALCOLM DRUMOND, *1239 †1329 com 90 anos de idade; 7° Senescal
de Lennox
Sir JOHN DRUMOND, *1265 †1301 8° Senescal de Lennox. Casou com uma
filha de Sir Walter Stewar, conde de Monteith.
Sir MALCOLM DRUMOND, 9° Senescal de Lennox. Militar, participou com
destaque na batalha de Bannochburn; membro do Parlamento. Casou com uma
filha de Sir Patric Granhan, of Kincardine.
Sir MALCOLM DRUMOND, *1315 † na batalha de Durhan (1346) 10° Senescal
de Lennox.
Sir JOHN DRUMOND, *1240 †1373 11° Senescal de Lennox. Envolveu-se em
longa disputa jurídica seguida de conflitos por trinta anos até
final da contenda em l° de maio de 1360. Perdeu também o privilégio
de Senescal de Lennox, título hereditário da família
por trezentos anos (desde 1073). Continuou como senhor de castelo de Stoball,
no condado de Perth e a baronia de Cargill. Casou com Mary, filha de Sir
Willian de Montefex.
Sir JOHN DRUMOND (Sir John Drumond of Stoball) * 1365 † 1428. Foi Bailio
de Abthaine of Dull. Sua irmã Anabela foi casada com o rei da Escócia.
Casou com Elizabeth Sinclair, f.ª de Sir Henry, lord Sinclair, conde
de de Caithnes, barão de Roselin e Pichthland, duque de Oldeburg,
rei da Dinamarca e conde de Orkney; e de Egydia Douglas; neto pat.
de William Sinclair de Roslin e de Florentina (f.º de Cristiano I
rei da Dinamarca (1426-1481) neta mat. de William Black Douglas e de Egydia
Stuart (f.º de Roberto II, rei da Escócia. e de Elizabeth Mure).
D. JOHN ESCÓCIO DE DRUMOND * cerca de 1390, na Escócia e
† na Ilha da Madeira, entre 1460-1470, como um de seus primeiros povoadores.
Em 1418 passou para França com grande número de fidalgos
escoceses em auxílio do Delfin, na campanha contra seu pai Carlos
VI. Vitoriosos, o Delfim foi proclamado rei, em Paris. John Drumond passou
depois para Espanha a serviço do rei D. João, de Castela,
na guerra contra os mouros até 1427.
l. João Gonçalves Drumond que segue
JOHN GONÇALVES (ESCOCIO) DRUMOND, o moço, * Ilha da Madeira,
Passou para o Brasil radicando-se na Bahia. Casou com Maria de Souza, *
† Salvador, 6-VIII-1602.
Cap. ANTONIO DE SOUZA DRUMOND, * Ilhéus-BA. Casou em Salvador-BA
com Joana Barbosa, * Salvador-BA onde † 27-I-1621, f.º de Baltazar
Barbosa de Araujo, * Ponte de Lima e de Catarina Alvares; neta pat. de
Vicente Dias, * de Beja e de Genebra Álvares (Já referidos.
Ver II-2 )
IV-7- BELCHIOR DE SOUZA DRUMOND, * Bahia. Casou em Salvador-BA 18-VIII-1581
com Mícia d’Armas, f.ª de Luiz de Armas e de Catarina Jacques
(senhores do engenho de Cotegipe).
l- Luiz b. na Sé de Salvador-BA 10-VIII-1582
V-2- CATARINA DE SOUZA n. Bahia onde † 31-VIII-1603. Casou 13-V-1603 com
Eusébio Ferreira, * Porto Santo (arquipélago da Madeira).
Passou à Bahia, onde † 1-VI-1636; f.º de Leão
Ferreira e de Maria de Souza.
1- Francisca de Souza cc Cap. Cristovão da Cunha e Sá, condecorado
Cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz
VI-3- MARIA DE SOUZA casou com o Satg-Mor Rui Carvalho Pinheiro, o velho
* Portugal. Passou para a Bahia na companhia de seus irmãos Manoel
Carvalho Pinheiro e Nicolau Carvalho Pinheiro. Rui Carvalho Pinheiro foi
moço de Câmara, escudeiro e cavaleiro fidalgo (obteve o foro
em 1577).
l- Catarina de Souza c.c. desembargador João de Gois de Araujo Com
descendência
VII-2- VIOLANTE DE CARVALHO PINHEIRO casou em Salvador Bahia 11-IX-1662
com Cap. João da Silva Vieira, b. freguesia da Sé da Ilha
da Madeira f.º de Jerônimo Vieira Tavares e de Catarina Machado
VIII- ANTONIO CARVALHO TAVARES, * Bahia, fidalgo de linhagem Casou com
Margarida de Negreiros, * na freguesia de Santo Antonio além do
Carmo, Bahia; f.º de Lourenço Lobo de Barros, * Bahia, e de
sua prima Maria de Negreiros Barros; neto pat de Antonio Muniz * Lisboa,
de Inês de Barros Lobo; cap.Manoel Cardoso de Negreiros, * Lisboa
e de Margarida de Barros Lobo.
1- JOANA BATISTA DE NEGREIROS
IX-1- JOANA BATISTA DE NEGREIROS, b. na freg. de N.S. do Desterro de Salvador-BA
19-VI-1709; Casou em agosto de 1728 na capela de Santa Quitéria,
filial da freg. N.S. do Ribeirão do Carmo (depois Sé de Mariana)
com Antonio Alvares de Castro b. na freg. de S. Paulo, cidade de Lisboa
em 1692; f.ª de Miguel Alvares de Castro, b. 4-VI-1851 na freg. de
S. Tomé da Parada do Outeiro, termo de Monte Alegre, com. de Bragança
e de Antonia Lobo, b. na freg. de S. Vicente do Cercal, termo de Óbidos;
neto pat. de Tomé Álvares de Castro * freg. S. Tomé
da Parada do Outeiro e de Ana Gonçalves, * Vilaça; neta mat.
de Domingos Lobo n. Galiza e de Domingas João.
l- Antonio José de Castro, * Mariana MG cc Maria do Espírito
Santo e Cunha, Com geração.
X-2 HELENA MARIA NEGREIROS DE CASTRO, * Mariana-MG. Casou 1755 Mariana-MG
com dr. Francisco
XI-2- DOMICIANO FERREIRA DE SÁ E CASTRO, n. 22-II-1762, em Sumidouro,
b. na capela de S. Jorge de
1- Cel. José Joaquim Monteiro de Barros c.c. sua sobrinha Maria
da Conceição Monteiro de Barros Com geração
XII-5- FRANCISCO FERREIRA DOS SANTOS Neto (Chico Mineiro), n. cerca de
1800 em Congonhas do Campo MG f. Rio Pardo-RS 18-VII-1855. Veio para o
sul na companhia de seu tio o cel. José Joaquim Monteiro de Barros,
que fora nomeado (dec. de 3-XI-1809) l.° diretor mineiro e encarregado
pelo Governo Real para examinar os veios auríficos descobertos no
RS, inaugurando, oficialmente, a exploração de ouro no Estado.
Em sociedade com seu tio José Joaquim, adquiriram (8-V-1839) a fazenda
de São Sepé (com 2,5 léguas de campo), hoje conhecida
como Estância Velha, e possuída em parte por seus herdeiros.
Em 1824 Chico Mineiro servia como Ajudante de Administrador da Fazenda
Real, em Santana do Livramento-RS.
l- Maria do Carmo Neves Ferreira † menor
XIII-3- MARIA DO CARMO FERREIRA DE CASTRO, n.Rio Pardo RS 20-VIII-1939
† São Sepé, 70-III-1882. Casou em São Sepé-RS
23-VI-1858 com Cel. Manoel Verissimo Simões Pires, n. São
Sepé-RS, 1-X-1834 (b. Caçapava-RS, 7-XII-1834); † São
Sepé-RS 4-VII-1907. Grande proprietário de terras em seu
município natal (fazendas do Boqueirão; do Tupancí;
do Verde; do Marco); oficial da Guarda Nacional (capitão nomeado
por Carta Patente de 4-II-1859; ten-cel. nomeado por Carta Patente de 4-I-1881);
esteve no cerco de Uruguaiana (Guerra do Paraguai); participou da Revolução
Federalista (1893-95) incorporado às forças de cel. Marcelino
Pina de Albuquerque, participou do combate do “Serro do Ouro” (São
Gabriel) e do combate do Rio Negro (Bagé); militou no Partido Liberal.
Vereador na Câmara de São Sepé (1881-83); presidente
da Câmara (20-IV-1881) f.º do Cap. Joaquim Simões Pires,
n. Rio Pardo-RS e de Zeferina Maria do Carmo n. Encruzilhada-RS, neto pat
do Sargento-mór Antonio Simões Pires e de Maria do Carmo
Violante de Queiroz e Vasconcelos, neta mat. de José Gonçalves
de Freitas e de Maria do Carmo, n. Rio Pardo-RS.
1-Francisco † menor
XIV-11- ANA SIMÕES PIRES (Sinhá Aninha), n. São Sepé-RS,
18-I-1875 (b. 14-V-1875) † Porto Alegre-RS, 2-III-1953. Casou São
Sepé-RS, 2-VI-1895 com João Crisóstomo Pedroso, n.
Canguçú-RS, 27-I-1873 † Porto Alegre-RS, comerciante; fazendeiro
em “Santa Ana”, no Rincão do Inferninho, f.º de Antonio José
Pedroso, n. Paranaguá-PR e de Maria Cantídia Rodriges de
Carvalho (Cota), n. Canguçú-RS; neto pat. de Antonio José
Pedroso, n. Portugal e de Francisca Maria da Conceição, Paranaguá-PR,
neto mat. de Firmino Rodrigues de Carvalho Bueno, n. Piratiní-RS
e de Camila Luiza Braga, n. Canguçu-RS (Ver ascendência in
“A Posteridade de Carlos Rodrigues de Carvalho” de Paulo Xavier (inédito).
l- Maria † menor
XV-3- MARIA DO CARMO PIRES PEDROSO, n. em São Sepé, 19V-1899
† Rio de Janeiro-RJ 27-VII-1984. Estudou em Rio Pardo-RS no “Colégio
Amaral Lisboa” (de Ana Aurora do Amaral Lisboa e de sua irmã Zamira
Amaral Lisboa) e no Colégio Santa Catarina” de Novo Hamburgo-RS.
Professora de Artes, contratada (1932) para o G.E. “Chácara das
Pedras”, em Porto Alegre-RS; serviu depois no G.E.“Rio Branco”; na “Escola
Experimental Evarista Flores da Cunha” e no “Ernesto Dorneles” onde se
aposentou. Casou em São Sepé-RS, 23-VI-1916 com Armando Pereira
Xavier, n. Cachoeira-RS 19-IV-1888 † Porto Alegre-RS, 21-XII-1930. Doutor
pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro-RJ (1912) com tese “Reflexões
sobre o uso do forceps”, (Tipografia do JORNAL DO COMERCIO,Rio, 1913);
ex-interno da Clínica Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia
de Porto Alegre; ex-assistente das clínicas de Obstetrícia
e de Ginecologia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro,
(Curso do Prof. Fernando de Magalhães). Exerceu a profissão
em São Sepé-RS e em Soledade-RS. Radicou-se definitivamente
em São Sepé-RS, conquistando justo renome como obstetra e
clínico. Participou do IX Congresso Médico Brasileiro, ralizado
em Porto Alegre-RS (1926), no qual foi aprovada a moção (com
grande repercussão política) pedindo reforma na Constituição
do Estado para garantir o exercício profissional somente àqueles,
devidamente, habilitados em cursos superiores reconhecidos. Foi co-fundador
do Clube Libertador, em São Sepé-RS. Incentivador do ensino
particular, propugnou pela instalação de colégio dirigido
por religiosas (1921) com a colaboração do vigário
local, pe. Mario Deluy e do Intendente dr. José Luiz Ferreira. Em
1929, dentro de seu projeto educacional, fundou o “Colégio Rio Grandense”
sob a orientação pedagógica do prof. João Carlos
Figueiredo, filho de Angélico da Fontoura Xavier, n. Cachoeira-RS,
9-III-1862 (b. 24-VII-1865) † Cachoeira-RS, sepultado em 15-V-1908, e de
Maria Emília Pereira (Miloca), n. Cachoeira-RS, 12-XI-1867, onde
† 15-X-1951; neto pat. de Gaspar Xavier da Silva e de Clarinda Amália
da Fontoura; neto mat. Manoel da Silva Pereira Fortes e de Jana Pereira
de Magalhães.
1- PAULO JAURÉS PEDROSO XAVIER
XVI-1- PAULO JAURÉS PEDROSO XAVIER, n. 22-VIII-1917 (b. 22-IX-1917)
em São Sepé-RS. Diplomado pela Faculdade de Medicina (UFRGS),
especialização em Obstetrícia na mesma Faculdade;
Professor Assistente da mesma Universidade (Jubilado); Professor convidado
da UFSM, onde foi co-fundador do Curso de Arquivologia (o primeiro instalado
no Brasil (1977); membro do Conselho de Coordenação do Ensino
e da Pesquisa (COCEP) e do Conselho Universitário (CONSUN) da UFRGS;
Curso de especialização em História do Rio Grande
do Sul (UFRGS); Curso de pós-graduação em Economia
y Filosofia, pela Escuela Superior de Economia y Administrcion de Empreza
(Buenos Aires, Argentina). Lecionou Paleografia em curso de extensão
para professores e alunos da UFRGS; lecionou em curso na PUCRS; fundador
da disciplina de História do RS no Curso de Folclore do Instituto
Gaúcho de Tradições e Folclore; curso de Formação
Histórica do RS para professores e alunos na Fudação
Alto Taquarí de Ensino Superior (FATES) em Lajeado-RS; Diretor do
Arquivo Histórico do Estado (1953-65); Diretor do Departamento de
Cultura da SEC (1965-71); membro fundador do Conselho Estadual de Cultura
(1968-71); membro do Conselho Consultivo do IGTF (1976-79); presidente
do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (1979-82)
e reconduzido (1983-86) ; Jornalista, manteve coluna semanal no CORREIO
DO POVO (1972-82) sobre História Econômica e Sociologia Rural.
Autor de:
Casou em Porto Alegre, 24-IV-1952 com Leonora Dal Pozzolo, n. Porto Alegre,
01-I-1923, Funcionária Pública da Secretaria de Estado da
Educação e Cultura (aposentada). Serviu na Discoteca Pública
“Natho Henn”; fez curso de História da Música (1974); curso
de Escuta Musical, ministrado por Flávio de Oliveira (1977); curso
de Percepção e Análise Musical, ministrado por Hubertus
Hofmann (1980); curso de História da Música, ministrado po
Luiz Lopes (1984) f.ª. de Lucindo (Pietro) Dal Pozzolo, n. 23-V-1897
(b. 18-VII-1897) em S. Pietro Apostolo, Schio, Vicenza, Itália,
† Porto Alegre-RS 08-V-1986, Químico, técnico em anilinas.
Foi “tintoreto” em fábricas de tecidos em São Paulo-SP e
Porto Alegre-RS (1921) na Cia. Fiação e Tecelagem Porto-Alegrense
(FIATECI). Conservou sua nacionalidade italiana (Carteira n° 73.833
RS 93102 Delegacia de Extrangeiros, em Porto Alegre, 06-IV-1970); Distinguido
pelo governo italiano com o título de “Mestre del Lavoro” condecorado
com “Stella al Mérito del Lavoro” outorgada pelo Presidente da República
Italiana, em Roma, 01-V-1962. Casou em São Paulo-SP, 23-IX-1920
com Elena Dinelli, n. São Paulo-SP, 09-XI-1896 † Porto Alegre, 08-V-1979;
neta pat. de Ampelio, n. Schio, Vicenza, Itália e de Giusepina
Bravo, n. vila San Tirso, Schio † São Paulo-SP, 16-VI-1955; neto
mat. de Damerino Dinelli e de Adele Buonucelli, naturais de Viareggio,
Lucca, Toscana, Itália.
1- Maria Helena, n. 20-VI-1953 em Porto Alegre-RS, † no mesmo dia
3-Leonora Maria Dal Pozzolo Xavier, n. Porto Alegre, 12-VII-1956. Curso
primário no G.E. “Paula Soares”; curso de Admissão no Instituto
de Educação “Gen. Flores da Cunha “; curso ginasial Colégio
“Santa Inêz”; curso científico Colégio Farroupilha”.
Diplomada pela Faculdade de Farmácia da UFRGS (1980); especialização
em Bioquímica-Laboratório Clínico (1981); especialização
em Farmácia Homeopática, pela Associação Médica
Homeopática do Paraná (1987). Fundadora e farmacêutica
responsável pela VITHALIS Farmácia de Manipulaçao Medicamentos e Cosméticos Ltda.
DOCUMENTAÇÃO
l- Arquivo Genealógico do Autor
BIBLIOGRAFIA
1- Jaboatão, Frei Antonio de S. Maria - “Catálogo Genealógico”
1768 (Revista do IHGB)
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